O dia no Fóni começou bem cedo, com a agitação dos jogos da formação alcochetana e toda a azáfama dos últimos preparativos para o grande jogo do dia. Nas imediações do estádio, já havia quem procurasse bilhetes para assistir à terceira eliminatória da Taça de Portugal. A espera terminou, primeiro com a abertura das bilheteiras, depois com a abertura das portas do estádio e, finalmente, com o apito inicial do árbitro da partida. Apesar da grande exibição do Grupo Desportivo Alcochetense, o CS Marítimo venceu por 2-1 e carimbou a passagem à próxima eliminatória.
O jogo começou equilibrado, com ambas as equipas a quererem impor-se. Depois de algumas ameaças de parte a parte, foi a equipa madeirense a atirar à barra da baliza de Luís Ribeiro. A turma da casa respondeu por duas vezes, com José Precatado a ser protagonista. Primeiro, isolou-se, mas Martin Tejón cortou mesmo na “hora H”. Depois, foi autor de um cruzamento muito perigoso que atravessou toda a área.
Antes de o primeiro tempo chegar ao fim, Luís Ribeiro impôs-se na baliza, negando o golo inaugural à equipa forasteira e garantindo o nulo ao intervalo.
O conjunto maritimista entrou melhor na segunda parte e chegou à vantagem ao minuto 54. Volvidos dez minutos, a equipa insular aumentou a vantagem num penálti contestado pelos adeptos da casa.
O CS Marítimo teve pouco tempo para festejar o segundo golo. Gonçalo Pinto recuperou uma bola à entrada da área e abriu para José Precatado, que, com uma simulação, tirou um adversário da frente e desferiu um remate potente de pé esquerdo que só parou no fundo da baliza.
Este golo deu muito ânimo à equipa alcochetana, que, na jogada seguinte, quase chegou ao empate. Dionildo Vilhete descobriu Yuran, que, de calcanhar, quase surpreendeu o guarda-redes Gonçalo Tabuaço.
Nesta altura, as bancadas do Fóni puxavam pela turma verde e branca e davam-lhe força para chegar ao segundo golo. A oportunidade chegou aos pés de Dionildo Vilhete, que, após uma jogada individual, se colocou em boa posição para empatar a partida, mas não conseguiu colocar a bola no fundo das redes verde-rubras.
Até ao final da partida, o resultado não sofreu alterações.
Apesar do resultado, o Grupo Desportivo Alcochetense fez uma exibição de grande nível que merecia, sem dúvida, outro desfecho.
As bancadas deram cor e vida à festa, sobretudo as da equipa da casa, que criaram um ambiente contagiante, com muitos “miúdos” a trazer os “graúdos” à bola e a abrilhantar a tarde no Fóni.
